Aspecto Industrial do Concelho

Vale de Cambra 1957
Pórtico Solar Areias

Vale de Cambra viveu apegado durante muitos anos quase exclusivamente à indústria de lacticínios.

Pequenas fábricas disseminadas por todo o concelho, e tendo como material indispensável apenas umas simples batedeiras, desnatadeiras e recipientes de leite, assim iam fabricando a manteiga e mesmo o próprio queijo, aproveitando-se das condições privilegiadas dos pastos verdejantes do vale para apascentação de vacas.

Mais tarde, porém, toda essa pequena indústria lacticinária houve que reconhecer as condições deficientes em que recorria ao mercado e a necessidade de se criar um empório de que aproveitasse a economia local.

Talvez não tivesse sido fácil, mas por carta de lei, todas as indústrias se viram obrigadas a fundir em duas apenas, e esse empório surge nas firmas Lacto Lusa, Ltd.ª e Martins & Rebelo, para assim o concelho se tornar, em lacticínios, o maior do País.

A par desta indústria desenvolveu-se também a de serração e caixotaria.

Casa das Cerejeiras

A princípio por rudimentares processos, e actualmente dentro da mais perfeita evolução da técnica.

É uma indústria próspera e para esse factor contribui a vasta região arborífera que Cambra é. Depois da serração e caixotaria surge a indústria de latoaria.

Milhares e milhares de latas, com estampados dos mais lindos motivos, saem diàriamente das fábricas a caminho do grande comércio.

Chega a ser quase incrível como esta indústria se desenvolveu aqui. Perfeita, tècnicamente perfeita, pode-se dizer sem receio de desmentido que nenhuma região do País pode hoje fazer confronto à indústria latoeira de Vale de Cambra.

Como sugestão, diremos, afinal, que é pena se não aproveitem motivos desta região para a própria litografia das latas.

Isso daria uma maior difusão à terra e à própria originalidade dos motivos. A sugestão aqui fica.