Memórias do Vale

O nascimento de um projecto

É meu entendimento que devo, para com as gentes da minha terra, uma explicação do motivo porque patrocinei este documento e dos porquês da decisão de levar a cabo tal empreendimento.

Para tal, começo com uma citação, a que já recorri várias vezes, e que reza assim:

Um povo que não respeita o seu património é um povo sem memória

Esta citação parece-me fazer todo o sentido quando acredito que sem sabermos de onde vimos e quem somos, quando não conhecemos a nossa história, dificilmente desenvolvemos uma perspectiva e uma visão de futuro, ou seja, dificilmente saberemos para onde vamos.

Este documento é uma peça de uma jornada que resulta de um convite lançado pelo Presidente da Assembleia Municipal ao Agrupamento de Escolas para as comemorações do 25 de Abril.

O convite foi feito na certeza de que a Escola, doravante, terá um papel cada vez mais interventivo e determinante no desenvolvimento da cultura e dos vários sectores de actividade do território onde se insere.

Dito de outra forma, a Escola terá, ou deverá ter, um papel cada vez mais pró-activo na sustentação e promoção do nosso concelho.

Ora, a sensação de liberdade que se vive quando se visitam estes locais, o reconhecimento da sua importância, exige que se faça um esforço para que a sua visibilidade seja uma realidade.

Mensagem do Presidente da Assembleia Municipal
Rui Manuel Martins de Almeida Leite


Este apontamento histórico narra a essência de algum do nosso património arqueológico, cujo conhecimento nos poderá fazer entender uma parte do nos-so percurso enquanto comunidade.

Recordemos os nossos pais, avós, bisavós, imaginemos aqueles que antes deles também desmataram os montes, cultivaram os campos e transformaram matérias-primas em bens de diversas naturezas.

E depois desses, façamos um esforço para criarmos imagens de vivências que nunca imaginamos e só delas tomamos conhecimento através de relatos históricos e patrimoniais.

Talvez entendamos que este grande Vale de Cambra, esta porção de território de que se forma o nosso concelho, é bem maior que os seus limites administrativos, é bem maior que qualquer um de nós e representa o esforço conjunto das gerações na criação de um bem comum, sendo os seus legados materiais e imateriais o testemunho desse caminho e a memória colectiva que devemos preservar.

Alexandre Rodrigues - Autor

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