Ano 1921

LUIS BERNARDO DE ALMEIDA, natural do lugar de Paredes, Freguesia de Macieira de Cambra, (hoje comentado por comendador), e segundo elementos existentes do passado, que informavam que ele, mandou abrir neste local, uma rua no então lugar da Gândra, com a sua bondade e desejo da sua intenção, para de seguida, mandar construir este enorme prédio, destinado a habitação e cujo os seus fundos se destinaram a um autêntico “Centro Comercial desses tempos”, que ali, operavam quase de tudo, como Restauração, produtos agrícolas, tabacos, fotógrafos, talhos e muitas coisas mais, que muito contribuíram para o crescimento do nosso Concelho.

Consta-se também, que além destas ruas, estradas, pontes, casas, pensões, que por si, foram mandadas construir também o ordenou para os nossos Paços do Concelho, como seu tributo, prestado a toda a população da sua TERRA …

Além deste prédio em causa, de forma “ L “,com o seu frontal que se avista pelas árvores e com dose janelas, também se verifica, que do mesmo formato, tipo “ L “, a antiga e atual Pensão Residencial Bastos”, que também foi obra da sua vontade, porque vindo dos Estados Unidos da América, depois de longos anos nesses solos a trabalhar, alcançou um enorme património e chegado à sua terra o movimentou e quando adolescente, sempre ouvia dizer que ele, tinha emprestado um montante de dinheiro ao nosso Estado, para a construção da Estrada Nacional, nº. 227 com a ligação de Vale de Cambra a S. Pedro do Sul.

Segundo comentários por mim, ouvidos das palavras dos mais idosos que após os meus onze anos de idade, que comecei por percorrer toda a “ Gândra”, (hoje a Cidade de Vale de Cambra), comentavam que este senhor Luis Bernardo de Almeida, além da sua riqueza adquirida em solos Estrangeiros, também se juntava a ele e às suas esposas a bondade, a ajuda e a determinação por eles prestada aos povos mais necessitados de nosso Concelho, moraram longos anos, na Quinta do Progresso, até ao seu finamento, com todo o requinto mandado construir por eles (hoje é a Estalagem Progresso).

ANOS OITENTA: esta foi até hoje, a ultima alteração naquela, que ainda hoje se intitula como a “ Feira dos Ovos “, que no passado serviu muitos e variadíssimos eventos, ligados ao bem estar do nosso Concelho, “ Como o foi além da Feira de Aves e ovos, a venda de porcos alentejanos, que vindos dos lados de Loureiro, eram comercializados a publico a peso bruto, com destino para abate e governo anual, das casas mais férteis da nossa terra, e os circos, que longos anos, ali trabalhavam mostrando o seu saber e querer, para o seu ganha pão no seu dia a dia.

Assim como o aconteceu com o saudoso senhor “Valente das panelinhas”, que estacionou com a sua barraca e sua família, aqui bastante tempo…

“Homem muito rico, mas com a humildade,
De rica pessoa; não contava o seu dinheiro,
Mas distribuía muita malga de caldo e Broa “
“Mas como tudo o tempo leva,
Todas estas coisas do passado;
Lentamente as vou recordando,
Como se trata-se de um lindo Fado”…